<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6047465995682980652</id><updated>2011-06-16T22:21:41.432+01:00</updated><category term='Emily'/><category term='Annelise'/><category term='Louise'/><category term='Guinevere'/><title type='text'>Posts</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://posts-mementomori.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6047465995682980652/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posts-mementomori.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Memento Mori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15395595147061101533</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>12</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6047465995682980652.post-449120661872669660</id><published>2011-06-16T22:21:00.001+01:00</published><updated>2011-06-16T22:21:41.443+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;The composers are dead.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The end.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6047465995682980652-449120661872669660?l=posts-mementomori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://posts-mementomori.blogspot.com/feeds/449120661872669660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6047465995682980652&amp;postID=449120661872669660' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6047465995682980652/posts/default/449120661872669660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6047465995682980652/posts/default/449120661872669660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posts-mementomori.blogspot.com/2011/06/composers-are-dead.html' title=''/><author><name>Memento Mori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15395595147061101533</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6047465995682980652.post-432739474672834599</id><published>2009-05-26T23:57:00.003+01:00</published><updated>2009-05-27T00:07:12.934+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Louise'/><title type='text'>The Displeasing Displacement  – Parte III de VI</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Lou? Lou-lousita?&lt;/span&gt; – uma voz gentil e vigorosa a chamava. Uma mão passava pelos seus cabelos, tentando tirá-los dos olhos da garota. Ela abriu os olhos com a rapidez de um bibliotecário fazendo uma cirurgia plástica, e virou o rosto com a precisão do mesmo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;-  Ãhn?&lt;/span&gt; – Na sua frente só conseguia identificar borrões se mexendo, que depois sumiam ou mesclavam-se a outros borrões maiores e coloridos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Acorda, Branca de Neve.&lt;/span&gt; – o tutor estava tentando acordá-la fazia quase quinze minutos e ainda estava com paciência. Louise acabou deduzindo que já estavam na estação. Não, não era a de Harmônia, definitivamente. Já tinham saído da cidade fazia um longo tempo; tanto tempo que tiveram que dormir na estrada. Pegaram uma balsa no meio da manhã do dia seguinte. A garota também já calculava que havia se passado ainda mais algumas longas horas, afinal, tinha tirado bem umas três ou quatro sonecas depois disso. Sentiu uma leve dormência no lado direito do rosto. Não poderia haver hora melhor para ela levantar a cabeça; a porta se abriu de súbito. – &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;VAAAMOS!&lt;/span&gt; – o homem agora gritava animado, sorrindo largamente. Ela nem reparara que o tio estava lá, nem como foi parar do outro lado do carro tão rápido. Esfregou os olhos, e os borrões se tornaram corpos de pessoas. Na sua frente, suas malas, que François havia – novamente – feito a nobreza de pegar para ela.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- E então... É aqui.&lt;/span&gt; – Louise havia se levantado da poltrona do carro ainda meio cambaleante, mas dizia com plena certeza que sabia que ali era o local.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Sim, é aqui que você vai embarcar!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Não, tio François; digo, é aqui que a gente se despede.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Ahh... Também...&lt;/span&gt; – disse pensativamente, indo ao encontro dos olhos verdes e cinzas da menina com um sorriso abatido. Começaria um discurso, mas conhecia Louise o suficiente para saber que ela não precisava dessas coisas, muito menos de sentimentalidades.  Ficaram encarando-se por alguns segundos, a menina hesitou, contudo, não proferiu palavra.&lt;br /&gt;Louise estava um pouco inquieta por dentro. Até agora a ficha de que não veria sua família por um bom tempo não caíra. E esperava que continuasse assim. Não era boa em despedidas, nunca sabia o que dizer; preferia não dizer nada, com medo de dizer pouco demais e parecer grossa ou sem emoções. Na maioria das vezes, não se importava de verdade. Isso só a incomodava quando precisava dizer algo para alguém relevante. Mas François a entendia, pois quando a menina abria a boca pela segunda vez, ele somente se aproximou e a abraçou, acalmando-a de qualquer empenho para falar algo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Está tudo bem, Valerie.&lt;/span&gt; – Ela sabia que estava. Só que a voz do homem parecia a reconfortar, simplesmente. Continuou parada como uma estátua de gelo, os lábios mudos e os braços inertes em direção ao chão, sem abraçá-lo. Apoiada no peito do homem, seu rosto estava voltado para um dos lados. Não olhava para ele, nem se mexia. Não sabia se sua aflição era suficiente. Não queria ser indiferente, não com ele. Realmente a indiferença era uma das suas melhores qualidades, mas também um de seus piores defeitos.&lt;br /&gt;Por ação dos dois, se separaram. François ainda continuava com as mãos nos ombros da garota, o sorriso inabalável, por mais que Louise não soubesse que agora ele estava se esforçando para mantê-lo. Ela continuava sem dizer nada. Porém, o homem sabia que a inquietação dela e conseqüente falta de ação por não conseguir demonstrar nada eram o melhor que ele poderia pedir e o que ela poderia oferecer; o que já o colocava numa posição bastante significante. Era mais do que o suficiente para ele tentar aliviá-la, sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Não se meta em nenhuma confusão. Mas se for o caso, o meu limãozinho pode me chamar que eu apareço na hora de batedeira e espeto na mão, pronto para assar qualquer cabeça-de-camarão que tiver por aquelas bandas!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A bicolor soltou uma risada gostosa, aliviando toda preocupação que o tio ainda estava com ela. Ele embalou-se no ritmo daquele som descompassado que era ao mesmo tempo tão deleitoso aos ouvidos de qualquer um passante, rindo também. Era incrível como a ligação entre eles era forte. Bastava uma fala do tio para as feições de Louise mudarem drasticamente para um semblante mais alegre.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Pode deixar, tio. Prometo também que vou me alimentar bem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Isso é bom de se ouvir Lou, ah-ah!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Claro, não tão bem como eu me alimento com seus quitutes estupendos e saborosos...&lt;/span&gt; – ela revirava os olhos, fazendo alguns gestos com os braços.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Não precisa mentir descaradamente, menina! Seu tutor não te dá educação?&lt;/span&gt; – o homem sempre fora humilde em relação à sua comida, em parte por ser extremamente feia, apesar de unicamente saborosa, e em parte por nunca ter ganhado nenhum concurso sequer.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Não me dá mesmo nenhuma educação seu moço, desculpe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O trem já havia apitado a última chamada tinha alguns segundos, e Louise se apressava em direção ao seu vagão, enquanto François ria, divertido. Deram um último olhar de cumplicidade, que não mostrava nenhum vestígio de tristeza ou pesar. O homem fez um sinal positivo com a mão, que a garota de cabelos castanhos respondeu com uma careta. As rodas do trem já estavam se deslocando, aos poucos, até iniciarem um movimento contínuo. O olhar começou a ficar distante, e o rosto da menina embaçado atrás da janela acabada da cabine dela. Eles não acenaram ou exclamaram qualquer expressão de despedida, porém. Não disseram adeus, tchau, nem mesmo um até logo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6047465995682980652-432739474672834599?l=posts-mementomori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://posts-mementomori.blogspot.com/feeds/432739474672834599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6047465995682980652&amp;postID=432739474672834599' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6047465995682980652/posts/default/432739474672834599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6047465995682980652/posts/default/432739474672834599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posts-mementomori.blogspot.com/2009/05/displeasing-displacement-parte-iii-de.html' title='The Displeasing Displacement  – Parte III de VI'/><author><name>Memento Mori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15395595147061101533</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6047465995682980652.post-5320247945824116896</id><published>2009-05-10T20:50:00.004+01:00</published><updated>2009-05-10T21:00:29.943+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Guinevere'/><title type='text'>Apenas outro dia</title><content type='html'>Guinevere acomodou-se na carruagem que pegou. Agora, ela estava com uma pequena bolsa no colo. A mala, suas pernas estavam em cima. Esperava Galahad, sua namorada Mary, o irmão Bors, a melhor amiga Lucy e o amigo Harvey quieta na carruagem. Poucos minutos antes da partida do veículo, os cinco apareceram. Bors carregava uma grande sacola cheia de doces. Em seguida, estava o resto do grupo. &lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Finalmente!&lt;/strong&gt; – Guinevere resmungou, ao tempo que os parentes sentavam ao seu lado e o resto do grupo a sua frente. Galahad revirou os olhos e fez uma careta. Então, Guinevere percebeu uma bola de pêlos no colo de Lucy. Ela sorriu.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Que furão mais fofo, Lucy! Que coisa mais linda!&lt;/strong&gt; – Guinevere inclinou-se para acariciar o bicho no colo de Lucy. Ela encarou o rosto sério e duro de Lucy.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Guinevere. Isso. Não. É. Um furão!&lt;/strong&gt; – ela disse, respirando fundo e se controlando. &lt;br /&gt;Guinevere afastou-se, olhando sobressaltada pelo animal estranho que se encontrava no colo da amiga. Foi então que ela percebeu o que aquele animal era. Um gato. Ele tinha os olhos fechados – ou parecia estar assim, visto que o pêlo cobria-lhe a face. O corpo do felino lembrava um furão. Ela olhou em volta, buscando ajuda pela gafe que cometeu. Mas todos olhavam com espanto o animal estranho no colo de Lucy.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;O nome dele é Byron. Comprei-o em uma viagem nas férias. Será meu e seu, Guine. O treinei para que pule na cara de Charlotte quando se aproximar. &lt;/strong&gt;Assimilando tudo que ouviu, Guinevere olhou para fora. A carruagem partiu, seguida por outras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guinevere sentou na cama. Passou a mão pela face, tirando o sono. Colocou os óculos, ela trocou de roupa. Saiu do dormitório, com um livro de capa grossa na mão. Pelo campus, poucos alunos podiam ser vistos, dado ao horário que se estava. Guinevere chegou aos Jardins Principais, e sentou-se num banco. Abriu o livro e começou a ler as letras impressas nas páginas. &lt;br /&gt;Um pouco mais tarde, ela estava no clímax da história. Conferiu o relógio e viu que a aula de História estava para começar. Arregalou os olhos e saiu correndo. Chegou no dormitório e pegou sua mochila. &lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Acordou cedo e se enfurnou num livro, certo?&lt;/strong&gt; – Lucy disse, arrumando o laço do uniforme. &lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Foi sim. A história é muito legal. Mal posso esperar para saber quem é o assassino da Vila Sloyer.&lt;/strong&gt; – ela disse, passando a alça da mochila nos ombros e descendo as escadas do dormitório feminino. &lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Li este livro há pouco tempo. O homicida é a Srta. Bellow&lt;/strong&gt; – Lucy disse, seguindo distraidamente Guinevere. &lt;br /&gt;A morena parou de súbito. Olhava sobressaltada Lucy. A garota olhou para Guinevere, com um olhar curioso.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Você acaba de me contar o final do livro!&lt;/strong&gt; – Guinevere olhou para a amiga, com a boca semi aberta.&lt;br /&gt;Lucy piscou, confusa, mas logo o entendimento lhe veio. &lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Ah, Gui! Depois você pega um livro que eu não tenha lido. Vamos, ou iremos perder a aula do Sr. Frederic. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guinevere e Lucy entraram na sala. Eram umas das primeiras a chegar. &lt;br /&gt;-&lt;strong&gt; Ah, meu Deus Frederic não chegou ainda! Minha vida é um zero sem ele! Não consigo imaginar minha vida antes da aparição dele! E...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Menos, Lucy, menos. Ele logo chega e você vai pra sala do Sr. Martin.&lt;/strong&gt;Lucy jogou a cabeça para trás, numa risada maldosa que dava medo a Guinevere &lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Martin vai me liberar, para encorajar o amor nessa escola. Você vai ver!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A essa altura, a sala estava cheia. O professor Frederic entrou na sala, sorrindo.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Muito bem, alunos. Hoje irei abrir um novo tópico na nossa aula!&lt;/strong&gt;Ele começou a escrever na lousa.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;A Odisséia de Homero! Alunos, essa obra de Homero é conhecida como uma seqüência da Ilíada, pois o personagem principal do livro foi a chave da vitória grega no primeiro. Muito bem, rapidinho! Qual o significado de Odisséia?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Guinevere levantou a mão, seguida por um único aluno. Frederic se demorou , avaliando a capacidade dos alunos. &lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Jacob, me diga por quê.&lt;/strong&gt; – o professor sentou-se a mesa enquanto o aluno se levantava e respondia tudo errado.&lt;br /&gt;Os olhos de Guinevere brilharam com uma maldade incomum. Antes que Frederic dissesse qualquer coisa, ela se levantou e disse tudo num fôlego só.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Odisséia vem de Odisseu, nome grego do protagonista da história. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ela sentou-se, tomando o ar que perdeu. O professor apenas a olhava, de olhos arregalados. &lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;M-muito bem, Guinevere. Agora, copiem o texto que passarei no quadro-negro.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começou da noite, Guinevere voltava lentamente para o Salão Marsupial. Contudo, Mary chegou correndo até ela. &lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Urf... Guinevere! Que bom que te achei! É Arthur. Ele está tentando bater no Bors! Tudo por que o Bors o chamou de.&lt;/strong&gt; – Nesse momento Mary parou e pegou um pequeno papel no bolso – &lt;strong&gt;Ah sim, Bors o chamou de “porco nojento e repulsivo”. E agora eles estão no Lagoeiro! Já chamei o Harvey e o Galahad! Mas ele é seu irmão! E eu achei...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Tudo bem, Mary! Vamos para lá. Rápido!– &lt;/strong&gt;Guinevere gritou, calando Mary. Pegou a mão dela e começaram a correr ao Lagoeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegaram até o Lagoeiro, e viram Bors caído no chão, aparado por Harvey. Um pouco distante, estava Arthur, segurado por Galahad. O primo mais novo estava com um olhar violento no rosto, e uma pequena linha vermelha escorria de sua boca. Guinevere aproximou-se do irmão. &lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Meu Deus, Bors! O que você fez?! &lt;/strong&gt;– ela passou a mão pelo rosto sujo do irmão. Ele as tirou, olhando para o chão. &lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Arthur mexeu com você tive que fazer isso. Procurei-o e me disseram que ele estava aqui. Eu o chamei de porco nojento e repulsivo e levei um tapa na cara. Fui mais homem e o soquei. Depois, chegou Harvey e Galahad. Teria acabado come ele se...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;NÃO, Bors! Você não foi mais homem que ele. Você foi pior, se rebaixando ao nível dele. Esqueça, ignore. É isso que se faz com as pessoas inúteis!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mas então, Arthur, se soltou e veio em direção de Guinevere, Bors e Mary. Ele pegou Bors pelo colarinho e jogou Guinevere no chão. Ela foi rápida e chutou as canelas dele. Arthur caiu no chão e gritou.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Você vai ver, sua cadela! Vou acabar com sua raça imunda!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;De repente, ouviu-se um urro de dor e Arthur bateu a cabeça no chão, desmaiado. Harvey deu um soco nele, e depois ergueu Guinevere. Passou o braço pelo ombro dela e foi levando ela para a enfermaria. Ele tirou os cabelos da testa dela e viu um corte, que estava pintado pelo sangue que escorria.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Deus... Vamos, a Srta. Mirelle irá cuidar disso. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Harvey e Guinevere chegaram na enfermaria seguidos por Galahad e Mary, que traziam um desacordado Arthur. Eles colocaram Arthur numa maca e a enfermeira Mirelle logo chegou, surpresa.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Meu Deus! O que houve com vocês!&lt;/strong&gt; – ela rapidamente deu tapinhas no rosto de Arthur. &lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Uma briga.&lt;/strong&gt; – respondeu secamente Bors.&lt;br /&gt;- Arthur falou mal de Guinevere e Bors foi acertar as contas – murmurou Harvey, pondo um curativo no machucado de Guinevere. &lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Me desculpe, crianças! Mas eu devo comunicar o Sr. Allen sobre isso! Não posso ficar acobertando as brigas de vocês. Se alguém ficar sabendo disso, irei perder meu emprego e vocês expulsos. Arthur está desmaiado. Desmaiado! Sabem a gravidade da situação?!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Não jogue a responsabilidade da situação sobre os outros. Eu fiz com que Arthur desmaiasse, ao dar um soco nele. Por favor, deixe os outros e me ponha na sala do senhor Allen.&lt;/strong&gt; – disse Harvey&lt;br /&gt;Mirelle olhou para todos, de olhos arregalados.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Vocês tomam atitudes muito precipitadas. Vocês só iram sair dessa se Arthur concordar de abafar o caso. Mas duvido que ele vá concordar.  &lt;/strong&gt; Lentamente, Arthur foi gemendo, anunciando que estava acordando. O coração de Guinevere quase saltou pela boca. Ele olhou zonzo para todos ali e falou, inocentemente. &lt;br /&gt;-&lt;strong&gt; Onde estou?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Todos o olharam sobressaltados, e então veio a compreensão. E alguém usou isso maldosamente. &lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Encontramos você caído no Lagoeiro, Arthur. Trouxemos você aqui para que fosse tratado.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Ora, Bors! Por que está com esses machucados no rosto? Vocês estão me manipulando!&lt;/strong&gt; – Arthur pulou da maca, apontando e balançando o dedo para Guinevere.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Eu?! Jesus, Arthur! Só falta você me culpar do meu nascimento!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Estive cogitando essa idéia.&lt;/strong&gt; – disse ele, passando a mão pelo queixo.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Ah! Era só o que faltava! Arthur, se convença ou não, mas é a verdade.&lt;/strong&gt; – Galahad tomou a palavra.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Bors estava caminhado pelo Lagoeiro quando lhe viu. Ele podia ter muito bem ter seguido em frente e ter esperado outra pessoa ter achado você. Mas não. Ele seguiu para você, caiu e se ralou inteiro. E chamou eu, Harvey, Mary e Guinevere.” – Galahad completou.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Guinevere olhou boquiaberta o quão rápido Galahad formulara aquela mentira perfeita. Arthur olhou duvidoso para ele. &lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Que seja. Charlotte, Jacob e os outros estão me esperando.&lt;/strong&gt; – e impetuosamente, ele saiu dali, batendo a porta.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Espere, mocinho! Seus remédios! Ótimo, escrevam o que eu digo. Amanhã, Arthur vai estar reclamando de dores na cabeça. E outra, Galahad e gangue. Saibam que eu sou uma total idiota ainda mantendo tudo embaixo do pano. Ah, Galahad! Depois você passa aqui e me ensina esse seu método de mentira.&lt;/strong&gt; – Mirelle saiu resmungando para sua sala da enfermaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guinevere deitou-se na sua cama, e cobriu a cabeça com a coberta. Pegou uma lanterna e a acendeu, enquanto lia um romance meloso. Mesmo com os alertas de seus pais, de não forçar a vista, ela desobedecia e continuava lendo. Inevitavelmente, como sempre, todo seu dia era analisado durante a leitura. Lembrou-se como Arthur – e Myrelle também - foram induzidos pela mentira deslavada de Galahad. E o motivo de toda aquela discussão – a eterna implicância de Arthur. Aquilo nunca teria fim, teria?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6047465995682980652-5320247945824116896?l=posts-mementomori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://posts-mementomori.blogspot.com/feeds/5320247945824116896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6047465995682980652&amp;postID=5320247945824116896' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6047465995682980652/posts/default/5320247945824116896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6047465995682980652/posts/default/5320247945824116896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posts-mementomori.blogspot.com/2009/05/apenas-outro-dia.html' title='Apenas outro dia'/><author><name>Jaseen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15699135124408484704</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6047465995682980652.post-5214514414432077494</id><published>2009-04-22T17:19:00.003+01:00</published><updated>2009-04-22T19:50:09.504+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Louise'/><title type='text'>The Displeasing Displacement – Parte II de VI</title><content type='html'>Era uma manhã chuvosa de sexta-feira. Os pingos mornos batiam superficialmente nas janelas do casarão; o sol já reaparecia atrás das nuvens. Louise levantou-se sozinha, meio atrasada, pois Ludwig tinha se recusado a acordar a garota. Desceu as escadas já com a roupa da viagem, dançando e sapateando pelos degraus, cantarolando a mesma música do dia anterior que não saíra da sua cabeça.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Boooom dia, mamutes paraplégicos!&lt;/span&gt; – gritou com um sorriso largo quando chegou à sala. Seus braços estavam em posições estranhas do corpo, assim como também as pernas, que faziam algum tipo de manobra extravagante típica do final de algum espetáculo. Ela claramente estava tentando fazer seu “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;grand finale&lt;/span&gt;” para o famoso sapateado-dos-degraus.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Ah, bom dia Louise.&lt;/span&gt; – respondeu um tufo vermelho atrás de um livro sobre alguma coisa que não era nem sobre esquilos, nem sobre física molecular. – &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O que aconteceu, está feliz hoje?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Não.&lt;/span&gt; – a prima falou calma e com naturalidade. Ludwig não sabia por que insistia em perguntar as coisas para ela, como se não estivesse acostumado com a possível resposta ou reação. De alguma forma ele só não sabia como se acostumar ao imprevisível, mesmo que já tenha tido tempo para isso.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Ah, entendo...&lt;/span&gt; – não, ele não entendia – &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mas...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- BOM DIA BRANCA DE NEVE!&lt;/span&gt; – berrou um senhor de idade e meio acima do peso, com seu cabelo curto bagunçado que era de um castanho um pouco mais claro que o de Louise. Saía pela porta da cozinha em direção à menina, exibindo um sorriso brilhante tão marcante que poderia ser visto por alguém do outro lado da rua, se esta pessoa tivesse óculos de raio-x para ver através da casa.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Bom dia, tio.&lt;/span&gt; – respondeu ela, saindo da conversa com o primo para ir para os braços do tio, enquanto Ludwig sussurrava um “É Bela Adormecida...” sentado no sofá azul-acizentado. – &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nós já vamos agora?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Claro claro, sim sim!&lt;/span&gt; – Louise revirou os olhos; não entendia a necessidade da repetição, ela não era sonsa o suficiente para não entender o que ele estava dizendo. Mas tudo bem, aquele era seu tio. – &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pode ir à cozinha e enfiar um pedaço de bolo goela abaixo logo, se não vamos chegar muito tarde. Só tenha cuidado para não comer um pedaço de rosca ao invés do bolo, pois eu conheci um sujeito que...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- É tão longe assim? Eu já estou perdendo a aula de hoje mesmo, não precisamos nos apressar tanto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Se não nos apressarmos, capaz de você perder também a de segunda!&lt;/span&gt; – Louise respondeu com uma careta. – &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mas não precisa desse drama todo. Chegaremos a tempo se sairmos agora, e você ainda pode ir dormindo a viajem inteira Lou-lou.&lt;/span&gt; – disse François, consolando a garota com um afago nos cabelos dela.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Ah, pelo menos isso. De qualquer forma, vai ser uma longa viagem...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Vai... Mas sem drama, ah-ah! Dará tudo certo! E eu estarei com você até o momento em que embarcar no trem!&lt;/span&gt; – falou o homem em tom alto, esperançoso e positivo, e então Louise tentou passar a mesma positividade com sorriso amarelo.&lt;br /&gt;A garota correu para a cozinha, tomando cuidado para não confundir o pedaço de bolo com o de rosca, enquanto o tutor gentilmente foi buscar suas malas. Deu um abraço e um beijo no rosto do primo, que retribuiu mesmo parecendo ficar com uma cara de dor mais forte que o de costume. Ele preferia evitar ter que abraçá-la, mas não tinha jeito; ele não veria a garota por um longo tempo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Se cuida, bicolor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Se cuida, tocha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ele riu, balançando a cabeça, assistindo François e Louise indo em direção ao carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouviram-se dois estalos rápidos dos cintos de segurança de ambos travando-se. A garota virou-se para o lado.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- François, e a história do seu conhecido que comeu um pedaço de rosca?&lt;/span&gt; – perguntou, com um leve tom de curiosidade na voz.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Ah... Ele morreu engasgado com um pedaço de rosca que comeu muito rapidamente.&lt;/span&gt; – o homem faz uma cara de quem acaba de falar algo que nem ele mesmo havia entendido direito. Louise não resistiu, e soltou uma gargalhada psicótica que ecoou pelo carro inteiro. Imediatamente levou a mão à boca; os olhos ainda brilhando. – &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;LOUISE!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Desculpa, tio. É que é engraçado. Se eu morresse engasgada com um pedaço de rosca, viveria o resto da minha vida com saco na cabeça de tanta vergonha. Ah é, eu estaria morta.&lt;/span&gt; – dizia pensativa, com um sorriso torto. Começou a imaginar um fantasminha com o rosto vermelho e o pescoço inchado, a boca suja de quem acabara de comer com muita pressa, balançando os bracinhos para ver se alguém o enxergava, ainda sem acreditar que acabara de morrer de uma maneira altamente ridícula. A garota deu alguns risinhos abafados e contidos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Ah, Valerie... – Agora era o próprio tio quem ria.&lt;/span&gt; – Você é mesmo impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;center&gt;&lt;a href="http://i354.photobucket.com/albums/r411/morimementomori/Dolls/Louise/lud-fran-lou.gif" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i354.photobucket.com/albums/r411/morimementomori/Dolls/Louise/lud-fran-lou.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6047465995682980652-5214514414432077494?l=posts-mementomori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://posts-mementomori.blogspot.com/feeds/5214514414432077494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6047465995682980652&amp;postID=5214514414432077494' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6047465995682980652/posts/default/5214514414432077494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6047465995682980652/posts/default/5214514414432077494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posts-mementomori.blogspot.com/2009/04/displeasing-displacement-parte-ii-de-vi.html' title='The Displeasing Displacement – Parte II de VI'/><author><name>Memento Mori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15395595147061101533</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6047465995682980652.post-3055773037956927158</id><published>2009-04-18T14:53:00.003+01:00</published><updated>2009-04-18T15:11:22.611+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emily'/><title type='text'>Prólogo (PARTE II)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;“JAMES!”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O grito. Confusão, batidas. James, completamente “fora de órbita” num sofá, caiu estrondosamente no chão. Um jornal escorregou ao seu lado, derrubando folhas e mais folhas em seu colo.&lt;br /&gt;Uma porta se abriu de rompante. Dois olhos azuis com tanta raiva quanto um furacão descontrolado surgiram repentinamente, perscrutando a sala até se fixarem nele como pedras incandescentes. O homem sabia que a dona dos olhos era menor que ele, muito mais fraca que ele, e que podia derrubá-la no chão em segundos.&lt;br /&gt;Nada disso o deixou menos tenso quando Emily entrou de vez no apartamento, segurando algo em sua mão com tanta força que os nós de seus dedos estavam brancos. Ela fechou os olhos por um longo minuto, e respirou fundo várias vezes. Estremeceu, e os abriu de novo.&lt;br /&gt;James gostava da vida. E por isso que não sorriu orgulhoso diante do autocontrole dela. Sabia que ela o mataria dolorosamente se ele sorrisse.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Emily? Que foi?”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ela fez gestos rápidos e soltos, procurando palavras. Então balançou um papel na frente dele, a coisa que segurava.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Que significa isso?”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ele reconheceu o brasão no papel. Droga, sabia que devia ter contado antes. Ela o mirou com ódio, e leu em voz alta.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“A Escola Preparatória Prufrock tem a honra de aceitar a Srta. Emily entre seus estudantes”&lt;/strong&gt; O tom dela era daquele tipo que usavam antes de apertar o botão vermelho e soltar a bomba na cabeça dos inimigos. &lt;strong&gt;“A lista de materiais, roupas e objetos segue em anexo”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A loira baixou a folha e o olhou acusatoriamente. James suspirou, arrumou seu rabo de cavalo e levantou, jogando os jornais pra todo lado.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Eu sei. Devia ter te contado”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Contado?! Você devia ter perguntado se eu queria ir pra essa Escola Preparatória Sei-Lá-O-Quê!”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Emily. Você precisa de estudo regular. Precisa aprender coisas importantes, se relacionar com gente da sua idade”.&lt;/strong&gt; Ele sorriu encorajador. &lt;strong&gt;“Aqui, comigo, você não tem futuro algum. E, além do mais, estou indo embora...”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ela sentiu-se estranha diante das últimas palavras dele. Ele morava em seu apartamento a um ano. O melhor ano da vida dela.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Vai embora? Por quê?”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Eu fiquei um ano parado aqui. Tenho que continuar minha busca”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;James J. Jerkins procurava uma pessoa. Ele jamais lhe dissera quem era seu procurado, mas Emily sentia que não gostaria de ser a tal. Não que ele falasse dela com ódio, ou com rancor, ou algo parecido. Mas ele falava com tanta intensidade dessa busca, que a loirinha sabia que o moreno derrubaria uma montanha se soubesse que seu alvo estava do outro lado.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Eu gosto de você aqui”&lt;/strong&gt; Disse ela, baixinho. &lt;strong&gt;“De você me dar aulas, de queimar meu almoço”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ele a abraçou suavemente. Era tão quentinha a pele dele, enquanto ela era tão fria. Os cabelos loiros da garota agora estavam limpos e escovados, e desciam graciosamente até sua cintura, como ouro puro. Os olhos azuis eram tristes e reservados, mas não mais desfocados e distantes. Pequena, leve, ágil e silenciosa como um sopro, Emily era uma anja loirinha, daquele tipo que dá vontade de colocar no colo só de ver. Seus olhos azuis se encheram de lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Fique calma, Ems”&lt;/strong&gt; Sorriu ele, gentilmente. &lt;strong&gt;“Vou te visitar lá.”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Promete?”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Prometo. E você vai se divertir na escola. Aprender coisas, conhecer gente legal. Arrumar um namorado”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ela corou. Ele riu.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Se bem que ele vai ter de ser do tipo que gosta de peitinhos minúsculos...”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ela bateu nele por um tempo, antes de voltar a abraçá-lo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“E lá você poderá desenvolver suas habilidades”&lt;/strong&gt; Disse-lhe ele, afagando seus cabelos. &lt;strong&gt;“Vai melhor no quê você já é boa”&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Hum”&lt;/strong&gt; Fez ela, corando de leve. &lt;strong&gt;“Melhor não”&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Oras”&lt;/strong&gt; Replicou ele, franzindo as sobrancelhas. &lt;strong&gt;“Por que não melhorar no que você faz de melhor?”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ela lhe mostrou um objeto preto e quadrado.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Porque o quê faço de melhor, Jamezito...”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Aquilo era a carteira dele. E bateu em seu bolso, e estava vazio.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“...é roubar”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;//Notas do Autor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebam que adoro escrever aqui no final. :D&lt;br /&gt;A verdade verdadeira, é que o motivo pra ter todas essas notas aqui é muito chato de explicar, então eu não vou falar nada sobre isso, e enrolar aqui um pouco.&lt;br /&gt;Segundo as regras do Memento, eu estou postando rápido assim pois dividi minha parte em dois pedaços. Agora eu só posto de novo quanto todo mundo tiver postado seus prólogos.&lt;br /&gt;Explicando um pouco este cap. aqui em cima, já passou um ano desde a invasão do Jamezito no apartamento da Ems. Aqui temos ela recebendo a cartinha da Prep., e tudo o mais de sempre.&lt;br /&gt;No próximo "capítulo" com a Ems, teremos a apresentação da Alice, Donnovan e outros coiós que vão servir de secundários nessa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vejam! Essas notas-de-fim-de-capítulo minha encheram mais algumas linhas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabem quando eu prometi que faria capítulos curtos? Pois é. Acreditou? Rá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"A porta fechou com um clique suave, e Emily tirou o cabelo do rosto. A garota de cabelos ruivos &amp;amp; pretos esmurrou a porta. A loira analizou a situação. Estava presa. Estava num banheiro. Estava presa num banheiro com uma lésbica doida.&lt;br /&gt;Deus, ela precisava de uma dose de alguma coisa forte."&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;See you there. o/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6047465995682980652-3055773037956927158?l=posts-mementomori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://posts-mementomori.blogspot.com/feeds/3055773037956927158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6047465995682980652&amp;postID=3055773037956927158' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6047465995682980652/posts/default/3055773037956927158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6047465995682980652/posts/default/3055773037956927158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posts-mementomori.blogspot.com/2009/04/james-o-grito.html' title='Prólogo (PARTE II)'/><author><name>Andre L.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14304522887266500874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_H7ZeBfT4wjA/R8XX5O2WUzI/AAAAAAAAAAM/RUu77HwSNEY/S220/Sir_Wooden_Sword_by_kerembeyit.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6047465995682980652.post-1987169854928306500</id><published>2009-04-17T20:43:00.006+01:00</published><updated>2009-04-17T21:05:17.899+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Louise'/><title type='text'>The Displeasing Displacement – Parte I de VI</title><content type='html'>Louise estava subindo as escadas da casa, voltando do seu quarto dia de aula, quando recebera a notícia do tio. Na porta mesmo ele dissera, “Hey Valerie, amanhã você muda para uma nova escola. Vai ser uma aventura, ah-ah!”. Ela agora estava deitada na cama do seu quarto, ainda nas vestes rubras do Colégio Saint’Rénnau, que era tido como o melhor da cidade de Harmônia. Hum... Harmônia. Era uma boa cidade. Tio François sempre brincava que a harmonia de Harmônia vinha do seu perfeito equilíbrio entre o calmo e o caótico, o que era plena verdade; aquela cidade tinha de tudo um pouco, mas não era grande. Uma prima em algum grau de François, Hortência, uma estilista que de vez em quando dava as caras nas portas da casa do homem, vivia falando que Harmônia era como uma Nova York condensada. Talvez por isso fosse sua 2ª cidade favorita; o primeiro lugar, claro, era Nova York. Mas isso é uma história totalmente diferente.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Posso entrar?&lt;/span&gt; – disse alguém, antecedido de uma batida na porta.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Claro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um rapaz alto passou pela porta, a cabeça mais parecia com uma tocha acesa de tamanha vivacidade que tinha o tom ruivo do seu cabelo. Tinha somente um ano a mais que a garota, mas qualquer um poderia jurar de joelhos numa bacia de cacos de vidro e giletes que era muito mais velho.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Meu pai quer saber se você está bem. Já são sete horas...&lt;/span&gt; – Ludwig informou-a pausadamente. Seu rosto, além da aparência doentia de sempre, apresentava certo tom pensativo e preocupado. A prima, ou quase prima, ou quase irmã, era uma das duas únicas pessoas com quem ele se importava na vida. A outra, obviamente, era seu pai, pois o resto, se não era de nenhuma importância, era de relativamente muito pouca.  Agora, ele e François pareciam dividir o mesmo cuidado em relação à mudança de escola de Louise. Ela estava a tanto deitada ali, na mesma posição, que parecia estar completamente abalada e deprimida, coitada. A menina poderia até ter um treco. O jovem só tinha a precaução de não olhar muito para Louise enquanto estava preocupado com ela. Suspirou e retomou a fala, insistentemente olhando para os pés da cama. – &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Você... Você está chateada com o quê Louise? Não se preocupe, porque...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Será...&lt;/span&gt; – interrompeu Louise, ainda pensando. O primo, ao lado da cama, se calou; ele já imaginava a conversa que se seguiria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Será que eu vou ficar sozinha no novo colégio, primo? E se ninguém gostar de mim? E os meus amigos daqui? E VOCÊS? – dizia a menina, com voz de choro e olhos suplicantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Então, Ludwig a consolaria, falaria que ela poderia voltar quando quisesse e que a família nunca está longe da gente. Ele chamaria o pai, e os três ficariam abraçados um bom tempo como uma linda família feliz. Eles chorariam um pouco, mas logo depois estariam comendo biscoitos com marshmallows perto da lareira. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Será que eu vou ter que acordar muito cedo?&lt;/span&gt; – completou. Ela parecia realmente decepcionada. No caso, o primo também. Ele quase caíra para trás. Estava com vontade de enforcar a menina agora. Como ela pode deixar todo mundo preocupado com ela desse jeito? - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Aiai, parece que vai acabar a vida mansa pra mim, Luddy...&lt;/span&gt; – ela dizia com um sorriso torto, sentando-se.&lt;br /&gt;Uma verdade era que Louise nunca dera muito valor à família ou amigos. Apesar de ela de fato ter perdido os pais, não fora nenhum trauma de infância nem nada; ela simplesmente era assim. Companhia era bom realmente, o que ela reconhecia e gostava. Mas também se virava muito bem sem ela. Louise não chegava a desvalorizar totalmente as relações com as pessoas, ela só não sentia depender da ajuda, amor, piedade, ou o que quer que fosse de ninguém.  Se sentia falta de alguém, não demonstrava, pois era incomum até para si mesma. Restava-lhe imaginar se na tal “Escola Preparatória Prufrock” eles acordavam cedo ou tarde, se a cama era boa...&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;É, parece que sim... Mas não acho que isso se torne um grande problema para você.&lt;/span&gt; – a voz de Ludwig saía mais reflexiva que o normal. Ele ainda estava meio assustado com a ação da menina e irritado consigo mesmo por se preocupar com ela. Enquanto isso, ainda tentava evitar olhá-la. Era muita coisa ao mesmo tempo para sua cabeça de fogo. – &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Hum... Eu acho que você devia descer e comer alguma coisa agora, Lou. Depois você pode arrumar suas coisas para a viagem. Vai dar tudo certo.&lt;/span&gt; – concluiu o rapaz, tentando sorrir a fim de passar um pouco de aconchego para a prima que claramente não estava precisando. Ele não fazia aquilo com muita frequência, de qualquer forma. Abrir os lábios e mostrar os dentes era uma reação quase desaprendida para ele.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Sim.&lt;/span&gt; – ela retribuía o sorriso fracamente – &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E você poderia aprender a sorrir mais, nem que seja falsamente, querido cabeça-de-fogo. Faz bem para o fígado e irrita seus inimigos.&lt;/span&gt; – disse fazendo um sinal positivo e saindo pela porta, enquanto cantarolava alguma melodia desconhecida e claramente descompassada. Ludwig soltou um risinho, e não precisou de esforço para fazê-lo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6047465995682980652-1987169854928306500?l=posts-mementomori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://posts-mementomori.blogspot.com/feeds/1987169854928306500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6047465995682980652&amp;postID=1987169854928306500' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6047465995682980652/posts/default/1987169854928306500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6047465995682980652/posts/default/1987169854928306500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posts-mementomori.blogspot.com/2009/04/displeasing-displacement-parte-i-de-vi.html' title='The Displeasing Displacement – Parte I de VI'/><author><name>Memento Mori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15395595147061101533</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6047465995682980652.post-6938740635132909469</id><published>2009-04-15T06:00:00.001+01:00</published><updated>2009-04-15T23:25:45.169+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emily'/><title type='text'>Prólogo (PARTE I)</title><content type='html'>O estrondo lamuriento e agudo dos vidros quebrando-se ecoou tristemente na noite escura. Um alarme baixo começou a apitar roucamente, abafado pelas pancadas do pêndulo do relógio gigante que espreitava na escuridão.&lt;br /&gt;Um rápido se esgueirar e o vulto esbranquiçado de alguém pulou a vidraça quebrada e iniciou uma busca na penumbra, onde as prateleiras lotadas de caixinhas eram levemente iluminadas pelo neon quebrado de um outdoor sujo, no outro lado da rua.&lt;br /&gt;Com destreza provinda da prática, o vulto retirou um saco médio de suas roupas e começou a derrubar algumas das caixinhas dentro dele. Poucos minutos depois uma prateleira estava vazia, e o vulto amarrava o saco.&lt;br /&gt;Quando finalmente um carro patético de polícia, com um único policial sonolento encostou defronte à farmácia arrombada, o vulto já tinha se ido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma canção gritada e estridente tocava num carro parado de portas abertas. Cães vadios ladravam raivosamente nas ruas, despejando seus dejetos de pouco em pouco. Uma criança faminta de olhos fundos estava encostada num poste, tragando um cigarro lentamente. Com um olhar de desprezo para tudo aquilo, o vulto assaltante vagueou até um prédio encardido de dez andares. Entrou na recepção, onde um velhote dormia com uma revista pornográfica sobre o rosto.&lt;br /&gt;Em silêncio o vulto entrou no elevador, que rangeu por todo o percurso até que finalmente parou no oitavo andar, onde abriu as portas enferrujadas, e o vulto seguiu até o apartamento cuja porta tinha o número 222 pintado. A porta ao lado era a 542.&lt;br /&gt;Entrou silenciosamente, andou no escuro até o quarto pequeno que ficava depois da cozinha. Acendeu a luz e se jogou na cama, dividindo o espaço com um prato sujo de molho. Colocou o saco cuidadosamente sobre as cobertas, e sentando-se de pernas cruzadas, o vulto deixou a luz iluminar seu rosto.&lt;br /&gt;A pele era de um branco tão pálido que chegava a ser transparente. Cabelos louros, levemente sujos, desciam em ondas mal-cuidadas pelo corpo magro, até a cintura. Juventude se misturava à seriedade em seu rosto que podia ser gentil, mas que estava sempre isento de emoções. Distante, como se seus olhos da cor do céu ao verão não focassem esta realidade. Passaria por uma garota fria, se não parecesse tão inocente. Era quase estranho aquele seu ar de alienação.&lt;br /&gt;Era uma criança, ou pelo menos deixara de sê-lo há pouco tempo. Devia ter doze anos, embora seu porte dissesse menos, e seus olhos dissessem muito mais. Parecia uma pequena anja, com os olhos eternamente postos em mundos que não podíamos ver, de triste semblante por estar presa naquele mundo, e de saudade dos tempos em que voejava livremente pelo céu anil.&lt;br /&gt;Não era uma anja. Era uma assaltante. Sua face cheia de triste inocência não deve ser levada em conta. Ela roubava, não era uma criancinha pura. Que mais tal vil criatura em pele de ovelha loira podia ter feito? Talvez carregasse assassinatos nas costas, não se pode saber. Debaixo daqueles olhos azuis, seus pensamentos estavam trancados por mil barreiras.&lt;br /&gt;Suas mãos trabalharam rapidamente com o saco de pilhagem. Em instantes, as dezenas de caixinhas retangulares foram colocadas sobre a cama. Ela levantou, mexeu um pouco num grande espelho encardido, e o moveu para o lado. Atrás dele, ao invés da parede amarelada, havia três prateleiras, e uma ou duas caixinhas iguais as que estavam na cama. A anjinha-demônio tomou nas mãos as caixas que roubara e completou seu “estoque”. Apanhou uma delas, colocou o espelho de volta no lugar, e o ajeitou para coincidir com as manchas e o pó que o cercavam. Teve ainda o cuidado de deixá-lo naturalmente torto para um lado.&lt;br /&gt;Ela rasgou a caixinha para abri-la, e ignorou a bula. Não precisava saber quantas contra-indicações aquele remédio tinha. Só precisava da única coisa que ele fazia. Sentiu seu estômago se contorcer de ansiedade, enquanto revelava o vidro transparente, lacrado na tampa, cheio de comprimidos compridos e perolados.&lt;br /&gt;Precisava desesperadamente de um deles.&lt;br /&gt;O lacre era complicado. A garota sempre se atrapalhava com ele. Sabendo que não havia chance de abri-lo com as mãos nuas, deveria ir até a cozinha e apanhar uma faca. Enfiou a embalagem rasgada e a bula nos bolsos de seus jeans largos e gastos, e ajeitou a jaqueta de moletom. Avançou até a sala, totalmente escura. Ela passara direto quando entrara, mas seria bom acender a luz agora. O interruptor estalava quando era pressionado, e aquele estalido era reconfortante.&lt;br /&gt;Havia um homem sentado no sofá.&lt;br /&gt;O vidro em suas mãos escapou, e estourou como uma bomba ao entrar em contato com o chão. Cacos se lançaram para todos os lados, quando uma torrente de comprimidos brancos inundou o chão. A garota sentiu seu coração explodir de susto em seu peito. Fazia tanto tempo que não sentia a adrenalina do medo, o nervosismo correr por suas veias, que o choque foi dobrado. Aquela coisa que ela temia começou a se agitar, e sentiu a coisa quente subir por sua garganta.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Noite, Emily”&lt;/span&gt; Disse o homem.&lt;br /&gt;Ela ia se jogar no chão. Ia rastejar atrás dos remédios, até pegar um e enfiá-lo garganta abaixo. Não importava se o chão estava sujo, se os comprimidos estavam misturados com o minúsculo pó de diamante que era o vidro moído. Tudo que ela precisava era de um deles. Mas ela parou. Congelou meio curvada, pronta para cair entre os cacos de vidro atrás do remédio branco perolado.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Quem...?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sua voz era rouca. Ela praticamente não a usava. Seu tom não tinha emoção, por mais medo que sentisse. Estava tão desabituada a ter emoções que simplesmente lhe eram desconhecidas, fazendo com que uma frieza fora do comum a envolvesse. Era como um bloco de gelo, simplesmente não conseguia sentir algo de verdade.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Uma bela noite, pequena”&lt;/span&gt; Riu o homem, levantando. Ele carregava algo em sua mão, algo longo e negro. Era difícil de determinar o quê era, parecia um longo bastão num saco amarrotado. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Desculpe por invadir seu apartamento assim”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Quem é você?”&lt;/span&gt; Ela sabia, sabia e sabia que devia pegar um dos comprimidos. Mas seu corpo parecia congelado no lugar. O sorriso daquele homem era perigoso. Lembrava o brilho da vingança, o humor do sádico. Todo ele era estranhamente ameaçador.&lt;br /&gt;Era alto, um homem ainda jovem, mas marcado. Uma barba malfeita adornava seu rosto, assim como os olhos castanhos. Os cabelos eram compridos, castanhos como os olhos. Ah, os olhos, eram sua parte mais bela e desconcertante: seu tom de mel fresco e maduro carregavam tristeza, alegria, dor, medo, força, milhares de emoções misturadas até apenas restar aquele tom perigoso, forte. Seu braço estava oculto pela comprida manga de seu sobretudo negro, todo amarrotado e remendado, e quando ele se moveu, revelou que o estranho e maltratado objeto que trazia era um velho e antiquado guarda-chuva.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Como você entrou aqui?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A língua pequena e macia de Emily passou levemente por seus lábios secos, roçando e umedecendo sua boca suavemente.&lt;br /&gt;Droga, fazia muito tempo que ela não se sentia tão nervosa, tão desperta. Seus pensamentos corriam tão rápido que ela mal podia acompanhá-los, seus membros estavam desesperadamente soltos e leves. Sentia sua cabeça doer conforme clareava, se livrando do topor causado pelo remédio.&lt;br /&gt;James sorria perigosamente. Tirou do bolso de seu sobretudo uma chave antiga, tão lascada que faltavam verdadeiros nacos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Eu morava aqui. Entrei pela porta da frente”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Era um pouco óbvio. Não havia porta dos fundos. Emily se sentia ainda mais consciente, e isso a tornava mais e mais nervosa. Suas mãos já estremeciam levemente de medo do estranho. E aquela coisa subia por sua garganta, por mais que ela lutasse contra.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Agora esse apartamento é meu”&lt;/span&gt; Disse ela, corajosamente.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; “Saia da minha casa.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;James lhe mandou um sorriso até que gentil, destoando do brilho em seus olhos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Oras, não precisa ser assim. Podemos dividir”&lt;/span&gt; Ele riu. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Eu deixo você morar comigo”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Uma pequena veia pulsou mais forte dentro da cabeça da loira. O efeito do remédio se fora, ela estava completamente desperta. Seu organismo talvez comemorasse a liberdade da droga entorpecente, mas ela sentia o preço ser cobrado. Uma torrente rubra subiu por sua garganta, antes que ela pudesse sequer pensar em evitá-la.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Você deixa?!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Seu grito trouxe uma chuva de salpicos de saliva e sangue. Um filete escarlate escorreu pelo canto de seus lábios. Seus olhos tão azuis quanto o céu de verão se arregalaram.&lt;br /&gt;E então, inesperadamente, ela se curvou para a frente e despejou sonoramente algo que parecia todo o conteúdo de suas veias.&lt;br /&gt;James agiu rápido. A segurou quando suas pernas enfraqueceram, tirou os cabelos sujos de sangue de seu rosto, e a amparou quando ela desfaleceu em seus braços. Soltou um muxoxo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Se eu soubesse... Não teria irritado...”&lt;/span&gt; Resmungou, enquanto colocava o pequeno e delicado corpo sobre seu ombro. Um filete de sangue o acompanhou, marcado o chão por onde passavam.&lt;br /&gt;James colocou a garota recostada contra os frios azulejos do pequeno banheiro. Abriu o chuveiro, e enquanto esperava a água esquentar, entrou no quarto de Emily.&lt;br /&gt;A porta do guarda-roupa rangia, e faltavam alguns pedaços no espelho. Mesmo assim, todas as roupas estavam limpas, passadas e primorosamente organizadas. Ele pegou a primeira camiseta que viu, e apanhou um short qualquer. Fechou a porta, avançou uns passos. Parou. Voltou, abriu o guarda-roupa e agarrou uma calcinha e um sutiã.&lt;br /&gt;Levemente ruborizado, se atrapalhou quando seu guarda-chuva bateu no espelho. O puxou com brusquidão, e toda a moldura se moveu, revelando um espaço atrás. Curioso, tirou o espelho da parede e deu de cara com algo que parecia meia farmácia.&lt;br /&gt;Suspirando, ele agarrou as roupas e voltou para o banheiro. A água já estava morna, e bufadas de suave vapor flutuavam perto do teto.&lt;br /&gt;O homem empilhou as roupas sobre o vaso fechado, e puxou a camiseta suja de sangue de Emily da menina. Puxou seus shorts mais sujos ainda e parou levemente. Tentou não olhar, mas era impossível. Ruborizando como um adolescente, terminou de despi-la, e a enfiou debaixo do jato de água morna.&lt;br /&gt;O sangue sumiu levemente de seu corpo inerte, deixando apenas a pele branca para trás. Seus cabelos escorreram por seu colo, cobrindo seus pequeninos seios. Ele fechou o registro e a suspendeu de novo. Emily piscou levemente, a consciência a tomando aos poucos.&lt;br /&gt;Sentiu quando uma toalha levemente rústica raspou seu corpo, enxugando-o. As mãos dele eram vacilantes, e desajeitadas em seu corpo, visto que ele evitava olhá-la diretamente. Não sentiu vergonha de estar nua na frente de um completo desconhecido. Ele estava se esforçando ao máximo para ajudá-la, era mesmo um tipo de ligação.&lt;br /&gt;James jogou a toalha sobre seu colo, e tentou colocar a calcinha por baixo dela. Depois de uma dúzia de tentativas, Emily colocou suas mãos sobre as dele, mornas. Com delicadeza, a peça deslizou por suas pernas, ele suspirou aliviado, mas teve que ajudá-la a abotoar o sutiã, antes de se atrever a passar os olhos em seu corpo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Consegue levantar?”&lt;/span&gt; Gentil. Ele era gentil em sua voz, em seus gestos. Ela tinha visto sempre um mundo realmente ruim, mas parecia que ainda havia algo para ela. Talvez nem tudo fosse sombra.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Não sei”&lt;/span&gt; Sussurrou fracamente. Sua garganta arranhava, o gosto metálico de seu próprio sangue ainda estava em sua língua.&lt;br /&gt;Apoiou-se nele. Ela era tão leve, tão pequena. Quando seus olhos pousaram em James pela primeira vez, dopada pelos remédios, pareciam frios, indiferentes. Mas agora ela estava tão frágil e indefesa que era fácil, muito fácil, se encantar por ela.&lt;br /&gt;Ele a colocou cuidadosamente sobre a cama. Os olhos azuis dela o focaram e James sentiu que era fácil se perder neles e em seu medo infindável e infinita tristeza. Seus lábios estavam avermelhados, mas ela nunca parecera tão bela. Nem tão desperta.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Remédio”&lt;/span&gt; Murmurou. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Me... dá...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ele passou sua mão nos cabelos dela. Eram macios.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Não, pequena”&lt;/span&gt; Ele sorriu tristemente. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Chega de se dopar, Emily”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Eu tenho medo”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os olhos dele se arregalaram, e então se tornaram serenos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“E ele vai embora com o remédio?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ela hesitou. E sua cabeça lentamente se moveu de um lado para o outro. Não. Ele fez carinho em seus cabelos de novo, e isso lhe acalmou mais que qualquer comprimido.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Uma doença raríssima”&lt;/span&gt; Disse ele lentamente. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Nervohemorragia. Sangrar cada vez que se descontrolar”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ela desviou os olhos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“É por isso que você toma esses calmantes? Para jamais sentir emoções fortes e sangrar?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ela não respondeu.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Há cura”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Seus olhos pareciam duas bolas azuis de tão arregalados que ficaram. Sua boca secou, e seu coração disparou.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Calma”&lt;/span&gt; Sussurrou o castanho. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Calma, Emily”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ela respirou fundo, enquanto ele lhe fazia carinhos nos cabelos. Conseguiu tomar o controle de novo. E nem fora preciso tomar algum remédio!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Claro que você vai precisar completar dezesseis anos antes disso. Mas uma operação e tratamento podem te curar completamente.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ela sorriu. Verdadeiramente. Um sorriso que encheu seus olhos azuis, que mudou completamente sua feição. E James sentiu que mesmo canalhas como ele podiam ser agraciados com uma visão como aquele sorriso.&lt;br /&gt;Os olhos dela piscaram devagar, sonolentos. Ele sorriu carinhosamente para a menina.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Durma, Emily” &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ela sorriu levemente, e fechou os olhinhos, se entregando ao sono suavemente.&lt;br /&gt;Ele levantou devagar, sem perturbá-la. Mas uma mão macia e gelada segurou sua mão esquerda, bronzeada, rústica e cheia de calos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Fica comigo”&lt;/span&gt; Murmurou ela, perdida num estado entre o sono e a realidade.&lt;br /&gt;James sentiu o aperto suave dela. Sentou-se na cama de novo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Fico”&lt;/span&gt; Sussurrou suavemente, beijando sua testa e segurando sua mão entre as dele. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Enquanto você quiser”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;//Nota do Autor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que ficou grande demais, prometo maneirar na próxima vez. A segunda parte será postada em breve, espero que gostem.&lt;br /&gt;Meio inútil avisar só aqui no finalzinho, mas a minha parte pode ser classificada como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“para maiores de quinze anos por menção sexual, violência e uso indevido de medicamento roubado”&lt;/span&gt;. Até o/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6047465995682980652-6938740635132909469?l=posts-mementomori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://posts-mementomori.blogspot.com/feeds/6938740635132909469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6047465995682980652&amp;postID=6938740635132909469' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6047465995682980652/posts/default/6938740635132909469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6047465995682980652/posts/default/6938740635132909469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posts-mementomori.blogspot.com/2009/04/o-estrondo-lamuriento-e-agudo-dos.html' title='Prólogo (PARTE I)'/><author><name>Memento Mori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15395595147061101533</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6047465995682980652.post-3889308851280124860</id><published>2009-04-13T15:09:00.005+01:00</published><updated>2009-04-13T15:37:27.013+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Annelise'/><title type='text'>Um Princípio Funesto</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Primeiro veio o fogo. Annelise sentia o calor se alastrando pelo seu corpo enquanto lentamente as chamas destruíam tudo que lhe era familiar. As cadeiras estavam destruídas. Os vidros franceses da janela que sua mãe tanto insistia que polissem corretamente, estilhaçados. No chão, queimava um exemplar de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Annie, a menina fantástica&lt;/span&gt;, que adorava quando criança por ter o mesmo nome que o seu. Numa estranha decisão, causada talvez pela irrealidade da situação, Annelise decidiu resgatar o livro das chamas. Ao longe, ouvia sua mãe chamando: “Annelise, não faça isso!”. Ela ficou irritada. Será que não podia fazer nada sem ouvi-la recamar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; De repente, a voz da sua mãe foi abafada por outras. Um grito distante ecoou por entre a fumaça. O livro não tinha mais importância. As chamas eram boas, aqueciam, mas aquele barulho estava tornando-se ensurdecedor. Várias vozes gritavam em uníssono, mas a menina não podia compreender o que diziam. Um estrondo. A porcelana da dinastia Ming estava em pedaços no chão. De um corredor, surgiram figuras encapuzadas. Elas ainda entoavam a mesma estranha “canção” de antes. A fumaça enchia a sala, mas além do cheiro habitual, havia um leve odor enjoativo que ela recordava das festas que sua mãe promovia. Charutos. Ouviu gritos, gemidos e apenas um tempo depois percebeu que vinham da sua garganta. Dor, e sua face repetida mil vezes no espelho quebrado na parede.  Enfim, silêncio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;____________________________________________________________________________&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio foi seguido por um bip. Era insistente, regular, e enchia o aposento. Ela não abriu os olhos imediatamente. Não queria que os homens encapuzados soubessem que acordara. Ela estava se perguntando o que seria aquele barulho. Uma vez conhecera um menino que havia lido centenas de livros, e que lembrava-se de todos eles. Ele certamente poderia dizer que tipo de máquina faz aquele barulho. Mas ela não via Klaus há muito tempo. Por fim, desistiu de manter os olhos fechados. Sua mãe condenaria a impaciência, mas havia algo que Julia Whitman não condenasse?&lt;br /&gt;A luz encheu suas iris. O aposento era todo branco, e o cheiro de alvejante que penetrou suas narinas lhe indicou que estava num quarto de hospital. Era escassamente mobiliado. Em cima da mesa havia um solitário buquê de flores. No lado direito da cama, uma estranha máquina media sua freqüência cardíaca. É daí que vem o bip, percebeu. Pensou estar sozinha, mas numa segunda olhada percebeu uma figura sentada numa cadeira no canto esquerdo do quarto. Ele tinha os cabelos castanhos e encaracolados, e olhos da mesma cor. Esses olhos encaravam Annelise fixamente.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Como está se sentindo?&lt;/span&gt; – perguntou o homem.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Não sei. Estranha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Andrew Rosembaun levantou-se e foi até a beira da cama da menina. Desde que podia se lembrar, ele era amigo da mãe de Annelise, e freqüentava sua casa. Fora ele quem lhe ensinara a arte da esgrima. Entretanto, isso não os fazia amigos. O jeito frio e sarcástico do homem, que a menina temia quando criança, passou a gerar mero desprezo. Ele era a ultima pessoa a quem esperava ver. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não&lt;/span&gt;, corrigiu-se, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ele era a penúltima.&lt;/span&gt; O fato de seu pai não estar ali não era a menor surpresa.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Há quanto tempo eu estou aqui?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Dois dias&lt;/span&gt; – isso sim era uma surpresa.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Tem certeza? Parece que faz tanto tempo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Você sumiu por três dias, Annelise. Foi encontrada num galpão abandonado perto do lago lacrimoso. Não se lembra?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Não. Eu não me lembro de nada. Mas se eu estou aqui há três dias... Onde está a minha mãe?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Rosembaun torceu levemente a boca, e Annelise compreendeu que essa era uma pergunta que ele esperava que ela não fizesse.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Ela está bem. Está viva, pelo menos&lt;/span&gt; – ele fez uma pausa antes de continuar. – &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ela se feriu seriamente no incêndio. Os médicos disseram que podem curar totalmente o corpo, mas quanto à mente... Ela está em coma. Não se sabe quando vai acordar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Agora Annelise entendia o porquê do comportamento estranho, quase gentil, que era novidade no relacionamento entre ela e Andrew. Ela sabia que a amizade dele com Julia era tão forte quanto a sua com Raphael, e que provavelmente ele estava triste e preocupado. Isso o redimiu por um momento.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Meu pai já sabe?&lt;/span&gt; – a expressão de desprezo voltou ao rosto do homem.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Já. Como se ele se importasse. Passou a semana toda ocupado aborrecendo a seguradora por causa de uns pratos Ming que nem eram...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Annelise deixou de ouvir naquele momento. A menção aos pratos lembrou-lhe subitamente da estante caindo no chão, e de uma massa de cabelos loiros com uma risada maléfica. Por um momento, deixou-se dominar, ainda que não transparecesse, pelo medo que sentia. O que acontecera naqueles três dias em que estivera sumida? Tinha uma leve consciência de que Rosembaun ainda falava mal de Anthony Whitman.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Annelise? Você está bem?&lt;/span&gt; – Ele pôs a mão no tornozelo da menina, e a dor até então imaginária fez-se real. Ela afastou as cobertas e arregalou os olhos ao ver, envolto em uma pele fina que começava a sarar no tornozelo esquerdo, uma tatuagem em forma de olho.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Como eu arrumei isso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Não sabemos. Já estava aí quando você foi encontrada&lt;/span&gt; – Andrew parecia pálido, também, e não tirava os olhos do desenho. Ele não tinha como saber que Annelise conhecia tão bem quanto ele o significado da figura. Mas ela tinha preocupações mais imediatas.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Quando eu posso sair daqui?&lt;/span&gt; – Andrew pareceu sair de um transe.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Se tudo estiver certo, amanhã mesmo o Sr. Montecchio virá lhe buscar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; - O Sr. Montecchio?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; - É. Aparentemente, seu pai não achou que o seqüestro da filha fosse importante o bastante para adiar suas férias. Então Lionnel Montecchio se ofereceu para ficar com você, já que é amiga do filho dele&lt;/span&gt; – passar o verão com Raphael seria bom, mas esse estranho oferecimento do pai dele a deixara incomodada. Não era habitual. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;E nem tocarem fogo na sua casa&lt;/span&gt;, pensou outra parte do seu cérebro. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você só está paranóica demais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Está bem, então. Mas, Andrew, e quanto a...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ele pareceu ler seus pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Não se preocupe,&lt;/span&gt; - disse. – &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eu vou cuidar dela. E agora vou achar uma enfermeira para você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Dizendo isso, ele foi embora, e Annelise voltou a pensar no que teria acontecido, amaldiçoando internamente sua memória, em geral excelente, por lhe negar essa informação. Ela não tinha como saber que a decisão do seu cérebro de esconder a verdade foi mais sensata que qualquer decisão consciente tomada em seus doze anos. Se ela fizesse a mais remota ideia do que acontecera, rezaria a um deus em que não acredita para que a apagasse de dentro de si.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6047465995682980652-3889308851280124860?l=posts-mementomori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://posts-mementomori.blogspot.com/feeds/3889308851280124860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6047465995682980652&amp;postID=3889308851280124860' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6047465995682980652/posts/default/3889308851280124860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6047465995682980652/posts/default/3889308851280124860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posts-mementomori.blogspot.com/2009/04/um-principio-funesto.html' title='Um Princípio Funesto'/><author><name>Memento Mori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15395595147061101533</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6047465995682980652.post-7920014133586924690</id><published>2009-03-26T22:22:00.016Z</published><updated>2009-03-27T00:46:48.555Z</updated><title type='text'>The Grand Opening</title><content type='html'>Sacudiu-se de novo de tanto rir.&lt;br /&gt;- Vocês acham que a sua história patética é a única história do mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Verdades.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode ficar sentado para sempre resolvendo os mistérios da própria história e, não importa quanto se lê, a história inteira jamais poderá ser contada. Mas era o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu quero, eu preciso saber!&lt;br /&gt;- Saber o quê?&lt;br /&gt;- A verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Segredos.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ... lhes contarei coisas que vocês jamais descobririam sozinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como você sabe de tudo isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo é uma verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história inteira jamais poderá ser contada. Mas era o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessas circunstâncias, é o melhor que se pode esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Dizem que depois da tempestade...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É impossível transmitir o volume de chuva que caía...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É infrutífero retratar os relâmpagos que desciam fragorosamente das nuvens turbilhonantes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;... Vem a bonança.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Eu sei que já aconteceram muitas coisas... Pouco legais ou agradáveis nessa escola. Mas ela está reerguida agora. Tem uma nova... Vida. E eu, como novo vice-diretor, garanto que a Escola Preparatória Prufrock será a escola mais divertida, segura e bem preparada de todo o vasto mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que as pessoas nunca venham a ser perturbadas pelos terríveis segredos do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seus pais não lhes contaram essas coisas porque queriam protegê-los...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Construímos um lugar seguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem fechou os olhos, sem deixar que mais nenhuma informação amedrontadora saísse da sua boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serenidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Bem. Talvez nem tanto.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grito distante ecoou por entre a fumaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tentava ignorar o compasso de seus pés martelando o chão como um relógio cheio de maus agouros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... Uma tatuagem em forma de olho.&lt;br /&gt;- Como eu arrumei isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A história se repete.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Desde que perdera os pais naquela terrível manhã...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Mas nunca volta. Nunca mais. Nunca mais.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está tudo bem. Já faz alguns anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Nunca mais.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não estava triste ou feliz. Tudo aquilo havia passado, e ela preferia tentar não sentir mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me desculpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma gota vermelha como sangue escorreu pela face pálida da menina. Era sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;11 desconhecidos...&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não tenho absolutamente nenhum dinheiro na carteira, certo, Emily?&lt;br /&gt;- Sim, eu sei. Eu vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você, arrume suas malas. Você vai para um novo colégio interno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é nada... – dizia com gentileza, mesmo que sua voz ainda soasse meio rouca – É só um distúrbio no canal lacrimal. Nada que deva se preocupar muito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como está se sentindo? – perguntou o homem.&lt;br /&gt;- Não sei. Estranha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ãh? Err... Me desculpe menina, não estava prestando muita atenção. Estava mais preocupado com essa pedra. – E a garota, pensando que o coitado estava sendo grosseiro e não revelando seu curioso interesse por pedras, resmungou e saiu batendo os pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Err... O-oi. – disse timidamente um tufo de cabelos muito negros atrás de um livro vermelho de capa dura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garota pegou mais uma trufa da caixinha em cima da cabeceira, engolindo-a inteira numa só bocada. Um sorriso transbordou dos cantos da boca cheia de chocolate.&lt;br /&gt;- Não sei o que faria sem você, vó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Yo ho, yo ho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu gosto de seguir as regras de uma boa convivência e inclusive, da escola, mas se você fizer isso novamente, tenha certeza que não vai sair com seu braço virado para o lado certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me perdoe pelo olho roxo, companheiro. Eu pensei que fosse seu irmão, sim? A propósito, aquela é a sua namorada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se cuida, bicolor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;... Estarão mais interligados do que pensam.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Quem é você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele nome martelava na sua cabeça toda vez que olhava para o papel amassado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Numa escola onde as verdades são muitas...&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escola podia ser vista ao longe; suas grades retorcidas eram tão negras que não reluziam um raio de sol sequer, e os arbustos de espinhos pareciam querer competir com a beleza das cerejeiras plantadas no interior, à medida que balançavam-se furiosamente e impunham-se na frente do caminho, tomando a calçada para si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem-vindos à Escola Preparatória Prufrock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Afinal, ninguém sabe a história inteira.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Você tem medo de morrer sem achar o que procura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história inteira jamais poderá ser contada. Mas era o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história inteira jamais poderá ser contada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. Isso não é o suficiente. ME DIGA A VERDADE!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Vocês acham que a sua história patética é a única história do mundo?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;_____________________________________________________________&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-cortinas se abrem-&lt;br /&gt;-som de trompetas-&lt;br /&gt;-purpurina e holofotes-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The first time, anywhere, there has been an act of this nature. Not one unfortunate event, but eleven! You've waited for this moment, and now here they are, the Memento Mori's Team, the vile volunteers and non-ocuppated writers most afflicted of the world! Ladies and gentlemen, welcome to our Grand Opening.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(P.S.: Andei assistindo à Chicago demais?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, caríssimos adoçantes dessa poça primordial do mundo, estamos - finalmente - estreiando o Memento Mori. De certa forma, terminando de estreiar; já que uma pequena - pequena? - fic especial de estréia feita por nós já havia sido postada também. Acima, vocês puderam conferir uma espécie de &lt;em&gt;trailer&lt;/em&gt; do que poderão ver daqui para frente no nosso desventurado blog. Apesar de algumas partes que não exatamente estarem em nossas fics, espero que tenham gostado. :3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como a gente empolgou demais com essa história de estréia, preparamos mais algumas coisas. A espera angustiante teria que valer para algo, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;em&gt;Tragic Night of The Living Composers&lt;br /&gt;or A List Of Songs That Was In An Ivan Lachrymose's Biography In A Beach Far Away&lt;br /&gt;by Gothic Anarchy&lt;/em&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Soundtrack do Memento Mori.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(O nome foi uma mistura de "Night of The Living Deads" com uma homenagem ao novo livro do Titio Lemony, "The Composer Is Dead", junto com uma referência à banda que faz a trilha sonora dos livros Desventuras em Série, que é o The Gothic Archies.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;a href="http://i354.photobucket.com/albums/r411/morimementomori/Soundtrack/CD-MementoMorisSoundtrack.gif" target="_blank"&gt;&lt;img style="width: 440px; height: 202px;" src="http://i354.photobucket.com/albums/r411/morimementomori/Soundtrack/CD-MementoMorisSoundtrack.gif" width="880" border="0" height="202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na parte interna (sim, fizemos a parte de dentro) da capa do CD, temos fotos dos nossos queridos sabugos de milho - vulgo, personagens.&lt;/p&gt;&lt;center&gt;&lt;a href="http://i354.photobucket.com/albums/r411/morimementomori/Soundtrack/AnnMarie.png" target="_blank"&gt;&lt;img style="width: 210px; height: 202px;" src="http://i354.photobucket.com/albums/r411/morimementomori/Soundtrack/AnnMarie.png" width="210" border="0" height="400" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://i354.photobucket.com/albums/r411/morimementomori/Soundtrack/Annelise.png" target="_blank"&gt;&lt;img style="width: 210px; height: 202px;" src="http://i354.photobucket.com/albums/r411/morimementomori/Soundtrack/Annelise.png" width="210" border="0" height="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i354.photobucket.com/albums/r411/morimementomori/Soundtrack/Benjamine.png" target="_blank"&gt;&lt;img style="width: 210px; height: 202px;" src="http://i354.photobucket.com/albums/r411/morimementomori/Soundtrack/Benjamine.png" width="210" border="0" height="400" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://i354.photobucket.com/albums/r411/morimementomori/Soundtrack/Emily.png" target="_blank"&gt;&lt;img style="width: 210px; height: 202px;" src="http://i354.photobucket.com/albums/r411/morimementomori/Soundtrack/Emily.png" width="210" border="0" height="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i354.photobucket.com/albums/r411/morimementomori/Soundtrack/Evangeline.png" target="_blank"&gt;&lt;img style="width: 210px; height: 202px;" src="http://i354.photobucket.com/albums/r411/morimementomori/Soundtrack/Evangeline.png" width="210" border="0" height="400" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://i354.photobucket.com/albums/r411/morimementomori/Soundtrack/Georgi.png" target="_blank"&gt;&lt;img style="width: 210px; height: 202px;" src="http://i354.photobucket.com/albums/r411/morimementomori/Soundtrack/Georgi.png" width="210" border="0" height="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i354.photobucket.com/albums/r411/morimementomori/Soundtrack/Guinevere.png" target="_blank"&gt;&lt;img style="width: 210px; height: 202px;" src="http://i354.photobucket.com/albums/r411/morimementomori/Soundtrack/Guinevere.png" width="210" border="0" height="400" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://i354.photobucket.com/albums/r411/morimementomori/Soundtrack/Jonathan.png" target="_blank"&gt;&lt;img style="width: 210px; height: 202px;" src="http://i354.photobucket.com/albums/r411/morimementomori/Soundtrack/Jonathan.png" width="210" border="0" height="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i354.photobucket.com/albums/r411/morimementomori/Soundtrack/Louise.png" target="_blank"&gt;&lt;img style="width: 210px; height: 202px;" src="http://i354.photobucket.com/albums/r411/morimementomori/Soundtrack/Louise.png" width="210" border="0" height="400" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://i354.photobucket.com/albums/r411/morimementomori/Soundtrack/Raphael.png" target="_blank"&gt;&lt;img style="width: 210px; height: 202px;" src="http://i354.photobucket.com/albums/r411/morimementomori/Soundtrack/Raphael.png" width="210" border="0" height="400" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://i354.photobucket.com/albums/r411/morimementomori/Soundtrack/Reneesme.png" target="_blank"&gt;&lt;img style="width: 210px; height: 202px;" src="http://i354.photobucket.com/albums/r411/morimementomori/Soundtrack/Reneesme.png" width="210" border="0" height="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;(Nosso pequeno "Álbum de Fotos" embutido no CD de Trilha Sonora foi colocado aqui em ordem da 1ª até a 11ª página, com os personagens organizados por ordem alfabética.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/dir/13840745/75ae0931/Memento_Moris_Soundtrack.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, o link das músicas caso queiram baixá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, não poderiam faltar algumas dolls (para a alegria do Pê. -cascudo- E err.. Minha própria). Mas não dolls normais. Dolls com os sexos invertidos, como num mundo paralelo, passeando pelos arredores de Poça Funda. Na verdade, é a vontade reprimida de alguém de ter mais homens no blog, hoho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i354.photobucket.com/albums/r411/morimementomori/Dolls/Outros/mundoparalelo.png" target="_blank"&gt;&lt;img style="width: 401px; height: 151px;" src="http://i354.photobucket.com/albums/r411/morimementomori/Dolls/Outros/mundoparalelo.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digam &lt;u&gt;hello&lt;/u&gt; para o Louis (Louise), Guilaume (Guinevere), John Helius (Annelise), Benjamin (Benjamine), Johnny (Ann Marie), Raphaela (Raphael), Georgia (Georgi), Evan (Evangeline), Rennan (Reneesme), Emilian (Emily) e Johanna (Jonathan). 8D -sim, os nomes estão na ordem das dolls, podem conferir quem é quem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui, finalizamos a nossa pequena grande estréia. Não deixem de dar uma olhada no post anterior, para quem ainda não viu a nossa fic especial. Como de praxe: Esperamos que tenham gostado. -sorriso-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E longa vida ao Memento Mori! \õ/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;_____________________________________________________________&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Atenção para mais aviso importante, garotada!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Um dos nossos cúmplices, o &lt;a href="http://travessaonline.zip.net/"&gt;Travessa do Tranco&lt;/a&gt;, está com vagas abertas para novos personagens. Podem dar uma olhada lá, AGORA MESMO, antes que eu mesma faça uma visitinha no seu banheiro com um maçarico e uma colher de chá. Se apressem, pois logo eles escolhem os novos membros e as vagas não são muitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6047465995682980652-7920014133586924690?l=posts-mementomori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://posts-mementomori.blogspot.com/feeds/7920014133586924690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6047465995682980652&amp;postID=7920014133586924690' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6047465995682980652/posts/default/7920014133586924690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6047465995682980652/posts/default/7920014133586924690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posts-mementomori.blogspot.com/2009/03/grand-opening.html' title='The Grand Opening'/><author><name>Memento Mori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15395595147061101533</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i354.photobucket.com/albums/r411/morimementomori/Soundtrack/th_CD-MementoMorisSoundtrack.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6047465995682980652.post-3580017477059979171</id><published>2009-03-01T04:17:00.005Z</published><updated>2009-03-01T21:54:43.307Z</updated><title type='text'>Testando. Testando. 1, 2, 3, 4... Gravando!</title><content type='html'>&lt;strong&gt;- Lise, você tem certeza que sabe mexer nisso?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Óbvio que sim. Eu li o manual três vezes.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Salão Marsupial do dormitório feminino estava lotado. Um grupo enorme de jovens estava sentado em todos os lugares possíveis, sofás, cadeiras e, curiosamente, uma edição velha d'o Pundonor Diário. Uma menina loira de catorze anos, mas que podia perfeitamente ter dez, ajustava uma câmera em cima de uma estante. Parou, correu para o sofá e espremeu-se nele, o que fez Reneesme Baudelaire olhar feio para ela.&lt;br /&gt;Outra garota loira, que se escondera aparentemente debaixo da escada, olhou meio receosa para a balbúrdia que se instalara no salão. Ela enrolou uma mecha de seus cabelos nos dedos, nervosamente, e espiou o que o pessoal estava fazendo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Pronto, agora está filmando. Quem quer começar?&lt;/strong&gt; - Nenhuma mão se levantou. - &lt;strong&gt;Vamos ter que sortear?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Saibam que eu não vou.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Não seja enjoada!&lt;/strong&gt; - Resmungou alguém. Uma voz masculina. - &lt;strong&gt;Vamos logo!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Todos estavam lá, menos a garota dos olhos bicolores. Não que ela fizesse alguma grande diferença, mas alguns já se perguntavam o que a maldita estava fazendo. De repente, um vulto rápido passa pela porta, balançando os cabelos longos castanhos, e se instala no meio no salão, numa pose heróica e um sorriso.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Avuch ed aid mu aroda odnum odot.&lt;/strong&gt; - cantarolou. - &lt;strong&gt;Desculpa a demora, pequenos espinhos de pão, eu estava dormindo um pouco.&lt;/strong&gt; - Ao terminar de falar, ela sentou-se no chão, mudando totalmente a feição para algo mundo mais desdenhoso e sério que a expressão anterior, que parecia da mais pura animação.&lt;br /&gt;Guinevere observava tudo, escolhida em sua poltrona. Avaliava se iria se meter naquela brincadeira ou não. Obviamente, ela não iria, ou Charlotte Benz iria rir dela e acabar com sua auto-estima. Não, definitivamente não. A câmera, talvez cansada de tanta embromação, apitou.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Vocês são tão bobos...&lt;/strong&gt; – resmungou Lise. Louise levantou a mão para ela, em silêncio, e a loira respondeu batendo a mão também.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Bota moral aí, loira. De preferência, começa. Sim? Eu já estou dormindo aqui...&lt;/strong&gt; – dizia a morena para a loira.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Já que você insiste&lt;/strong&gt; - respondeu ela com um sorriso. - &lt;strong&gt;Muito bem. Queridos leitores, nós viemos aqui para protestar contra um abuso imperdoável. Nunca, durante todos os anos desde a publicação das fantásticas desventuras em série, alguém pensou em fazer um blog de Fics coletivas sobre o assunto. Então, nós...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Autores viciados sem nada pra fazer...&lt;/strong&gt; - Disse Jon.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Autores viciados sem nada pra fazer&lt;/strong&gt; - Concordou Lise. - &lt;strong&gt;Resolvemos criar essa história especial para vocês.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Vocês... Se é que temos algum leitor, hãm.&lt;/strong&gt; - Sussurrou a bicolor, com um sorriso torto.&lt;br /&gt;Sem que ninguém percebesse, um vulto de cabelos negros e vermelhos passa pelo salão. Alguns gritos de meninas são ouvidos. Imediatamente a responsável pelo aparelho, Lise, escorrega furtivamente pelo sofá, e titubeando, desliga a câmera. Depois de um tempo, uma mão liga novamente o aparelho.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Tá filmando?&lt;/strong&gt; - Louise pergunta, fazendo uma careta na lente da câmera.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Deve estar. Sim, está.&lt;/strong&gt; - responde Lise.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Uma baita vergonha, uma fotógrafa que apesar de mexer em câmeras fotográficas, se confunde toda quando lhe dão uma filmadora.&lt;/strong&gt; – suspirou para si mesma, colocando a câmera de volta no local devido.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Hum... Gente?&lt;/strong&gt; – dizia uma voz tímida de algum canto escondido. – &lt;strong&gt;A Alice já foi?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Foi sim Emily, agora volta para o seu lugar.&lt;/strong&gt; – dizia Jonathan, meio impaciente.&lt;br /&gt;Enquanto isso, no canto, a garota de óculos parecia um pouco inquieta.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Algum problema, Guine?&lt;/strong&gt; - A voz meio grossa de Galahad soou ali.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Nada, primo. Eu só estou observando.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Galahad sorriu para ela.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Você queria estar lá, não?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ninguém entedia melhor Guinevere, do que Galahad.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Não, eu só estou observando. Mesmo.&lt;br /&gt;- Guinevere, se tem alguém que te entende, sou eu. Não deixe de se divertir só porque Charlotte pode tentar de rebaixar depois. Vá. Divirta-se.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Guinevere sorriu e chegou perto da câmera.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Err... Agora p-pode ser eu?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Claro, Gui.&lt;/strong&gt; – respondeu uma cabeça ruiva no fundo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Bem...&lt;/strong&gt; – começou, ainda meio atrapalhada - &lt;strong&gt;Como já foi citado, esse blog é o fruto do amor de uma garota pela série de livros, Desventuras em Série. Ou melhor, não somente uma garota; mas agora, um grupo inteiro de amantes da trama envolvente, misteriosa e desventurada do tio Snicket. Qualquer dúvida sobre qualquer coisa é só olhar em nosso Guia, bem aí do lado, estão vendo? Otimo. E eu sou a Guinevere, mas podem me chamar de Gui.&lt;/strong&gt; – agora a garota estava sentada numa cadeira, já pegando um livro na estante ao lado; livro que ela quase deixou cair na cabeça de Georgi, que estava encolhido no sofá bem na frente dela.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Acho que é isso, então.&lt;/strong&gt; - Ann se levantou da cadeira - &lt;strong&gt;As explicações terminaram, a gente se vê por ai. Até mais.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Senta aí!&lt;/strong&gt; - gritou Lise puxando-a para um colchão não muito confortável.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Ora, mas o que mais podemos dizer?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Louise nesse momento estava se levantando do chão, andando para um lado pro outro como quem dá uma aula sobre algo, ou como um detetive de filme clichê quando reflete muito assiduamente sobre algo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Resumindo... Estamos agora estreando essa maravilinda estupelhosa aventura, ou melhor, desventura, que no fundo, nem nós sabemos no que vai dar. Esperamos que gostem, fim&lt;/strong&gt; - Terminou, sorrindo gentilmente. - &lt;strong&gt;Mas espero mesmo que gostem, pois se não gostarem, pegaremos vocês na calada de uma manhã escura e fria de verão, os amarraremos num pau de arara e bateremos em suas partes íntimas com uma vassoura untada de cera quente, raparemos seus cabelos até o último fio, furaremos debaixo de suas unhas com agulhas embebidas no suco de limão, vestiremos vocês em paletós de risca de giz e chapéus de atendente de fast-food e os largaremos, do alto de um elefante que estava amarrado num caminhão cegonha pilotado por uma cegonha nos confins dos becos sujos de Pequim para definhar pedindo esmolas para um padeiro e jantando lasanha, depois que esta mesma for jogada no lixo, passando por fábricas de sapato e regurgitada por ratos mutantes atômicos.&lt;/strong&gt; - Agora a garota estava fazendo os mais bizarros movimentos com os braços enquanto falava. Terminou quase sem fôlego, e virou-se para um canto onde ninguém podia ver sua cara. Quando pensaram que ela havia terminado, Louise dá uma risada psicótica, e vira-se novamente para sentar-se no mesmo lugar com a cara mais normal possível.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Você não precisa ser tão má, Louise&lt;/strong&gt; - retrucou Benjamine. - &lt;strong&gt;Nós temos que elogiar as partes boas, também. Os jardins, as aulas, o teatro...&lt;/strong&gt; - levantando-se, rodopiou pela sala, segurando as mãos de Emily e Reneesme - &lt;strong&gt;Os amigos...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- É, nós reparamos seu entusiasmo, Be&lt;/strong&gt; - disse Annelise - &lt;strong&gt;Você não falou de outro assunto a semana toda.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Que coisa mais gay.&lt;/strong&gt; - resmungou Jonathan não muito longe.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Nom parle dessa forma Jon.&lt;/strong&gt; - Reneesme botou a lingua para fora.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Quando você estiver no fundo do poço de uma ilha deserta no triângulo das bermudas suplicando por um filtro solar, você não vai achar valorizar as amizades uma coisa gay, Jonathan. Principalmente se o último amigo gay que você desvalorizou tinha uma fábrica de água de côco em caixinha.&lt;/strong&gt; - resmungou Louise. – &lt;strong&gt;Não que eu valorize muito os meus, ou que confie em vocês, mas isso funciona para a maioria das pessoas.&lt;br /&gt;- Certo, quando eu estiver preso em uma ilha deserta eu me arrependo de ter dito isso.&lt;br /&gt;- Jon, seria aconselhável você calar a boca.&lt;/strong&gt; - O garoto, lembrando-se de certa ocasião em que Lise quebrou o seu braço quando ele não fez o que ela "aconselhou", achou melhor se vingar em outra ocasião. - &lt;strong&gt;Falando nisso, onde está Emily? É a vez dela, agora.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Ela acabou de sair&lt;/strong&gt; - disse Ann. - &lt;strong&gt;Estava segurando aquela caixinha de remédios dela... Mas e então? Precisamos explicar um pouco melhor isso. Hum... Por exemplo: O que os nossos leitores vão ver nas nossas fics?&lt;br /&gt;- Hum... Sexo, drogas e rock’n’roll.&lt;/strong&gt; – respondeu Jon, sorrindo sarcasticamente.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- O QUÊ?!&lt;/strong&gt; – gritava Lise, chocada, já se preparando para dar uma voadora na cabeça do garoto. Afinal, o que os leitores iam pensar...?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Claro, oras.&lt;/strong&gt; – disse o moreno de olhos azuis, pausadamente, como se estivesse numa grande reflexão. – &lt;strong&gt;O Rock’n’roll é a Lou, a Ness, e o Raphael; dois pianistas e uma violinista com o rock na veia. A Lise também canta, e tem um tal de Arthur do terceiro ano que diz saber cantar também. As drogas é a Emily, nossa pequena loirinha dopada. O sexo... É a Alice.&lt;/strong&gt; – terminou, com um risinho. – &lt;strong&gt;Na verdade, melhor nem falar nela, que aquela menina tem horas que aparece do nada.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ouviu-se um sonoro tapa.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Isso nom foi educado de ton part Jon.&lt;/strong&gt; - Reneesme franziu as sobrancelhas. -&lt;strong&gt;Pense melhor antes de parle quelque chose monsieur.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Annelise sorriu em aprovação para Reneesme, e Louise soltou uma gargalhada vendo a situação.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Ah Nessie, até que o Jon tem razão nessa relação que ele fez. Primeira vez que concordo com o que diz o rei da cocada preta. Ao menos foi até engraçadinho; dessa vez.&lt;/strong&gt; – Ela estava com um sorriso torto, deliciando-se ao ver a face vermelha e inchada de Jonathan.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Em consideração à Louise, nós vamos te perdoar dessa vez, Jon.&lt;/strong&gt; – dizia Lise.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Vai visitar a sua mãe no hospital, vai.&lt;/strong&gt; – gritou o rapaz, massageando a bochecha.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Pelo menos a minha mãe não é frustrada com o fato de que a Alice, sendo lésbica, não dá a menor bola para ela.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Pelo amor de Deus. O que eu ia querer com uma lésbica baranga?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Annelise suprimiu uma resposta que estava na ponta da língua.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Ou talvez seja porque ela se dá melhor com as garotas do que você, não é mesmo.&lt;/strong&gt; - sorriu para ele - &lt;strong&gt;Não que você precise.&lt;/strong&gt; - Jon ia responder, mas compreendeu que o sorriso era um acordo silencioso, e que ele não ia mesmo precisar procurar garotas quando a gravação acabasse.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Minha nossa, vão pro motel vocês dois.&lt;/strong&gt; - Ann saltou em frente à camera com um sorriso amável - &lt;strong&gt;Ignorem eles, vamos falar de negócios. Como brindes da estréia, preparamos algumas coisas para nossos queridos leitores. Primeiro, um CD com o que nós chamaremos de Trilha Sonora do Memento, cada integrante representado por duas musicas.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;*som de platéia indo à loucura*&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;-E tambem uma ideia de como seria nosso blog se escrito em um universo paralelo, não vou contar nada, é preciso que vocês vejam por si próprios.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*som de platéia decepcionada*&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Jon e Lise começam a cutucar insistentemente Louise.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Ãhn?&lt;/strong&gt; – disse ela, olhando para os dois com desdém.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Agora você pode ir lá e finalizar.&lt;br /&gt;- Oras, porque eu?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Porque se você não for eu conto pra todo mundo que você me mandou uma carta romântica no primeiro ano.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A garota riu alto.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Ah querido, qualquer um pode saber que é mentira.&lt;br /&gt;- Prove que é mentira.&lt;/strong&gt; – desafiou o garoto, todo sorridente.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Prove que é verdade.&lt;/strong&gt; – a garota respondeu com o mesmo sorriso. – &lt;strong&gt;Na verdade, não tem por que eu me preocupar com você. A Lise manda em você.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Vai Lou, por mim. Ignora ele.&lt;/strong&gt; – Agora Lise estava fazendo um beicinho de todo tamanho.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Ela manda em você também, colega.&lt;/strong&gt; – Jonathan não poderia deixar retrucar a menina mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Okay. Mas vocês não me enganam.&lt;/strong&gt; – dizia ela com um sorrisinho de cúmplice para a amiga, fazendo careta para Jon. Agora, ela arrastava seus pés para frente da câmera, de onde a Ann já tinha saído e voltado para o seu lugar. Assim que ela saiu, Jonathan aproveitou para se mover discretamente um pouco mais para o lado de Annelise.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Bom, that's all, folks. Espero que vocês tenham gostado dessa pequena prévia que nós fizemos e que acompanhem o Memento Mori. Comam bastante formigas, que faz bem pra vista.&lt;/strong&gt; – Louise pegou a câmera na mão. – &lt;strong&gt;Lise, escapa do Jon antes que seja tarde, e me ajuda a desligar essa coisa.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Você não poderia estragar uma outra hora, Lou?&lt;/strong&gt; – resmungou Jonathan.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Desculpa, mas é mais forte do que eu, Jonzito.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Annelise soltou um risinho divertido, e levantou-se do sofá. A câmera chiou um pouco, até a imagem ficar totalmente escurecida.&lt;br /&gt;Fim da gravação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6047465995682980652-3580017477059979171?l=posts-mementomori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://posts-mementomori.blogspot.com/feeds/3580017477059979171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6047465995682980652&amp;postID=3580017477059979171' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6047465995682980652/posts/default/3580017477059979171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6047465995682980652/posts/default/3580017477059979171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posts-mementomori.blogspot.com/2009/03/testando-testando-1-2-3-4-gravando.html' title='Testando. Testando. 1, 2, 3, 4... Gravando!'/><author><name>Memento Mori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15395595147061101533</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6047465995682980652.post-6336766110643308282</id><published>2009-02-03T21:33:00.013Z</published><updated>2009-02-21T04:14:30.963Z</updated><title type='text'>Soltem os fogos!</title><content type='html'>Yuhul, soltem os fogos! Batam palmas para a garota que venceu a sua preguiça crônica e colocou todos os membros da equipe - com suas devidas dolls, claro - no MM, e ainda teve tempo para tomar sorvete :D (tá, eu demorei tanto que poderia ter construído a nave de star wars em lego do meu brother três vezes, aprendido a dirigir um iate e tomado todo sorvete do tio da sorveteria, mas quem se importa?)&lt;br /&gt;Agora, só falta um pouquinho para começarmos as postagens. Bem... Falta quanto? Poisé, falta a gente programar a nossa estréia triunfal. Quando estiver tudo ajeitado, começamos. E até segunda ordem, o encerramento das inscrições está adiado para alguma data ainda desconhecida não previamente estabelecida, o que aqui significa "adiado por tempo indeterminado". (y&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, não esqueçam de escovar bem os dentes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Se tiver qualquer coisa errada com as atualizações que eu fiz e os personagens que coloquei, qualquer coisa estranha que fique melhor de outra maneira, qualquer link errado, me avisem.&lt;br /&gt;P.S.2: Idéias para a nossa estréia são bem vindas!&lt;br /&gt;P.S.3: Sim, este é o mesmo post que estava aqui anteriormente, só que atualizado.&lt;br /&gt;P.S.4: Bem que vcs poderiam entrar no MSN para assim discutirmos como vamos fazer a estréia, sim? Quem já está informado, sabe que já temos algumas idéias, mas agora precisamos colocá-las em prática. Só a Marcela tá absolvida de não entrar no MSN (e eu também estou, hoho) ^-^&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6047465995682980652-6336766110643308282?l=posts-mementomori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://posts-mementomori.blogspot.com/feeds/6336766110643308282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6047465995682980652&amp;postID=6336766110643308282' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6047465995682980652/posts/default/6336766110643308282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6047465995682980652/posts/default/6336766110643308282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posts-mementomori.blogspot.com/2009/02/encerramento-das-incricoes.html' title='Soltem os fogos!'/><author><name>Memento Mori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15395595147061101533</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6047465995682980652.post-5619838274095821833</id><published>2009-01-26T01:42:00.001Z</published><updated>2009-01-26T08:01:33.183Z</updated><title type='text'>Querido Pecuário,</title><content type='html'>Não estamos mais num mundo sereno. Ou melhor, estamos. Sereno demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui começamos o Memento Mori, um blog de fanfics coletivas baseadas em Desventuras em Série. As fics ocorrerão basicamente com os alunos da Escola Preparatória Prufrock, numa época mais ou menos no final do último livro, O Fim. Porém, nesse tempo, enquanto os Baudelaire filhos estavam numa ilha perdida no mar, muitas coisas ocorriam em terra firme: Depois de vários incêndios, mortes e desaparecimentos, o mundo finalmente estava sereno. Isso talvez porque todos membros de C.S.C. – bons ou maus – estavam perdidos/mortos/escondidos por aí. Então, começa uma nova era nesse universo: Uma era de paz, sorrisos e... Silêncio. Para alguns, silêncio demais. A Prep Prufrock foi fechada, pegou fogo, e agora voltava totalmente reestruturada e com uma nova direção. Aí que a nossa aventura começa. Jovens que nunca ouviram falar sobre C.S.C. mas que vão acabar descobrindo, e jovens que... Bem, não vão descobrir nada mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles que já leram os livros devem ter percebido que esse final – começando de “Porém...” – é invenção nossa. Vocês têm que concordar: A Prufrock antiga não tinha “estrutura” para abrigar fics coletivas. Somente dois professores, ninguém sabia onde os outros alunos dormiam, que outras coisas que tinham no colégio. E também, nos livros existem vestígios de que a Prufrock havia sido fechada, que o Sr. Remora havia se aposentado, e que a Sra. Bass tinha sido presa por assalto a banco. Assim, foi como destino. BAAAM! Estava inventada a nova Prufrock. Por isso, é estritamente necessário que leiam o nosso “Guia”, no menu ao lado, para conhecer tudo o que aconteceu com esse novo mundo que inventamos... Ou melhor, continuamos, já que o crédito de todas essas bizarrices é do nosso querido Lemony Snicket.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessa breve apresentação, vamos ao que interessa: INSCRIÇÕES! E eu, com o devido poder incumbido a mim por mim mesma, declaro oficialmente que as inscrições estão abertas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se inscrever, mande um e-mail para &lt;a href="mailto:morimementomori@ymail.com"&gt;morimementomori@ymail.com&lt;/a&gt; com as seguintes informações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Ficha de Personagem:&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nome Completo:&lt;/strong&gt; (Meio óbvio para perguntar o que escrever aqui.)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alcunhas:&lt;/strong&gt; (Que é a mesma coisa que apelidos. Lembre-se de dizer a origem do apelido e quem o chama assim.)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Idade e Ano:&lt;/strong&gt; (Geralmente pessoas de 11 anos estão no 1º ano, 12 anos no 2º, e assim por diante. A não ser que a pessoa seja repetente, adiantada ou tenha acabado de fazer aniversário, claro.)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hoobies:&lt;/strong&gt; (Só alguns, os mais óbvios os importantes. Não precisa revelar todos os segredos e manias estranhas do personagem aqui.)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Resumo:&lt;/strong&gt; (Tudo mais que achar importante. Personalidade é algo essencial a ser descrito, o resto fica à sua escolha. A história, aparência, família, acontecimentos recentes importantes, manias, qualquer coisa. Não pode ser muito pequeno, mas também não precisa ser uma bíblia. Também não precisa se preocupar em contar tudo de tudo sobre tudo do seu personagem, se não você não poderia inventar mais nada sobre ele, o personagem nem poderia respirar direito. Assim, tudo mais que for realmente importante e acontecer depois com seu personagem ou for revelado depois, adicionamos depois.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Filiação:&lt;/strong&gt; (Pais. Se o personagem não mantém contato com eles ou nunca os conheceu basta o nome. Se sim, coloque a profissão e um resumo sobre cada.)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Parentes:&lt;/strong&gt; (Coloque aqui somente os parentes importantes e que o personagem mantém contato constante. Outros parentes podem ser adicionados no decorrer da história, se necessário. Aceitaremos personagens que forem parentes de personagens originais da série. Só não aceitaremos coisas absurdas, como um quarto Baudelaire ou coisa do tipo. Lembre-se que sua história deve ser coerente com o que está no livro.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Ficha de Autor 1 (para a equipe):&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nome:&lt;br /&gt;Idade:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Email:&lt;/strong&gt; (Esse é mais para quem não entra muito no MSN, e o email fica um dos únicos contatos possíveis.)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MSN:&lt;br /&gt;Blogs que participa ou que é dono:&lt;/strong&gt; (Se for algum blog de fics, por favor, informar o personagem.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Ficha de Autor 2 (para o Memento Mori):&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nome:&lt;br /&gt;Personagem no MM:&lt;br /&gt;Idade:&lt;br /&gt;Moradia:&lt;br /&gt;Personalidade:&lt;br /&gt;Ocupação:&lt;br /&gt;Uma palavra:&lt;/strong&gt; (Sim. Não é uma frase, é uma palavra, e só uma palavra. Também não precisa ser algo super genial a La Shakespeare.)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um medo:&lt;br /&gt;Uma bebida:&lt;br /&gt;Um emoticon:&lt;/strong&gt; (Algo tipo “xD” ou “¬¬” que você ache que seja a sua cara.)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Deseja colocar também os blogs que têm/participa?&lt;/strong&gt; Sim/Não&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual a diferença entre a ficha de autor para a equipe e a ficha de autor para o Memento Mori?&lt;/strong&gt; Simples. A ficha para a equipe é somente para “controle”. Nele você deve colocar seu nome verdadeiro, nada de brincadeirinhas. O MSN é somente para contato entre a equipe, nós não vamos ficar distribuindo por aí, somente para os outros membros. Já a outra ficha de autor vai para o blog, para ficar na parte da equipe do MM. Nessa você pode, por exemplo, ao invés de colocar seu nome, colocar algum apelido ou nick pelo qual você é conhecido ou gosta de ser chamado. Na parte “Moradia” pode escolher colocar somente o estado onde você mora, pode colocar sua cidade de cara ou pode falar que você é da Lua. Nessa parte tem algumas coisas bem subjetivas, e sinceramente, pouco práticas e/ou importantes de se saber (como uma bebida, ou um emoticon). Você também pode escolher mostrar nessa seção os blogs que têm/participa (um merchandising básico é sempre bem vindo!) ou escolher não revelá-los para o grande público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Mande também:&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;· Uma &lt;strong&gt;doll&lt;/strong&gt;. Pode ser somente o rosto, já que nosso uniforme é diferente (o estilo do uniforme pode ser visto no guia). Um ótimo lugar para você montar o rosto do personagem é no &lt;a href="http://www.folhavitoria.com.br/malkins/dollmaker/pt/index.php?target=doll"&gt;Madame Malkin's&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;· Uma &lt;strong&gt;fic curta&lt;/strong&gt;. Pode ser alguma que você já tenha feito, não precisa ser necessariamente com o personagem que você inventou pro MM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto. Só isso 8D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;i&gt;-WTF? ELA PENSA MESMO QUE ISSO É POUCO?!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah é. E se você acha que já leu muito espertinho, vá se preparando: Ainda tem o Guia pra você ler! Isso mesmo! Vamos lá, clique no menu ao lado, não vai nascer uma verruga no seu dedo. E também não é tão chato de ler, prometo. Só um pouquinho. E um pouquinho grande. Mas passa!&lt;br /&gt;Pra quem quiser se inscrever, como eu já disse, é estritamente necessário que leia o Guia. Só perdôo quem não ler toda a parte Territórios, porque ler tudo aquilo sobre as áreas da escola ninguém merece – acreditem, nem eu. Está lá só pra checar mesmo, caso alguém queira fazer uma fic e não saiba como é tal lugar, coisa e tal. Falando a verdade, tudo está lá mesmo é pra ser checado quando necessário, porque ninguém se lembra de tudo – acreditem (de novo), nem eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tia Louise, eu gostei taaanto do blog! E da escola! Mas eu não li Desventuras em Série/não li tudo, posso me inscrever mesmo assim?&lt;/strong&gt; Primeiro: Você é uma pessoa rara de se ver, feliz desaniversário! Segundo: Claro! Como a história é baseada numa nova Prufrock, e numa nova “era no universo de Desventuras em Série”, tudo o que você precisa saber está no Guia. Por isso, mesmo se você não leu tudo, ou não leu nada, mas mesmo assim gostou da idéia, não vai ter problema algum. A única diferença é que seu personagem vai ter possibilidades quase nulas de chegar a descobrir algo sobre C.S.C., já que você não leu, e assim será um jovem comum. Mas isso também não é problema: Ninguém vai conhecer nada sobre C.S.C., já que o mundo está sereno novamente! Ou pelo menos por enquanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E finalmente, termino dizendo que as inscrições estão abertas por tempo indeterminado – mas será um bom tempo. Por isso, aproveitem! Esse meu surto de bondade é em parte por eu ser uma pessoa extremamente preguiçosa, que apesar de até gostar de ler um pouco, custa muito a começar a ler algo, e que sabe como é ter que ler algo muito grande em pouco tempo – ah, aqueles livros malditos da aula de literatura! A professora cega ainda achava que eu era uma leitora nata... – e ainda juntar criatividade para um bom personagem.&lt;br /&gt;Já que estou sendo legal, aproveito para pedir para me perdoarem pelo HTML que fica uma aberração no Mozilla. Foi o melhor o que essa minha mente ociosa conseguiu fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ufa. Acho que acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estarei esperando como um palhaço ansioso,&lt;br /&gt;L&lt;u&gt;ouise&lt;/u&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6047465995682980652-5619838274095821833?l=posts-mementomori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://posts-mementomori.blogspot.com/feeds/5619838274095821833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6047465995682980652&amp;postID=5619838274095821833' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6047465995682980652/posts/default/5619838274095821833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6047465995682980652/posts/default/5619838274095821833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posts-mementomori.blogspot.com/2009/01/querido-pecurio.html' title='Querido Pecuário,'/><author><name>Memento Mori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15395595147061101533</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
